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Geraldo Vandré: Ruptura Estilística ou Substituição por um sózia físico? Uma Análise Crítica da Trajetória Pós-Exílio

março 2, 2025março 2, 2025

Geraldo Vandré em ação

 

“Geraldo Vandré: Ruptura Estilística ou Substituição? Uma Análise Crítica da Trajetória Pós-Exílio”

Resumo: Este artigo explora a controversa teoria de que o cantor e compositor Geraldo Vandré, um ícone da resistência à ditadura militar brasileira, teria sido substituído por um sósia após seu retorno do exílio em 1973. A análise se concentra nas mudanças em sua musicalidade, comportamento e declarações públicas, contrastando-as com seu perfil anterior e o contexto da repressão política da época.

Introdução:

Apresentar Geraldo Vandré como um símbolo da resistência cultural à ditadura militar, destacando o impacto de canções como “Caminhando”.
Mencionar o exílio e o retorno de Vandré ao Brasil, ressaltando as controvérsias e especulações em torno de sua mudança de postura.
Formular a questão central: é possível que a mudança em Vandré seja resultado de coerção, trauma ou até mesmo substituição?
Deixar claro que o artigo explora uma teoria da conspiração, mas que busca analisar criticamente os elementos que a sustentam.
Desenvolvimento:

Análise da Musicalidade:
Detalhar a formação musical de Vandré, sua sofisticação como maestro e compositor, e suas conexões com outros grandes músicos brasileiros.
Contrastar a complexidade de suas composições anteriores com a simplicidade de canções como “Fabiana”, questionando essa mudança estilística.
Necessidade de Dados: Análise musicológica comparativa das obras pré e pós-exílio, buscando padrões e diferenças significativas.
Análise do Comportamento e Declarações:
Descrever o comportamento anterior de Vandré, seu engajamento político e sua postura crítica em relação ao regime militar.
Contrastar com o comportamento posterior, marcado por declarações de apoio aos militares e uma aparente mudança de valores.
Necessidade de Dados: Análise do discurso de Vandré em entrevistas e declarações públicas, buscando inconsistências e possíveis sinais de coerção.
O Contexto da Ditadura Militar:
Descrever o clima de repressão, tortura e assassinatos promovidos pela ditadura militar.
Citar casos de outros artistas e intelectuais que foram perseguidos, torturados ou mortos pelo regime.
Argumentar que, nesse contexto, a substituição de um opositor político seria uma possibilidade plausível.
Necessidade de Dados: Documentos históricos, relatos de testemunhas e estudos sobre a atuação da ditadura militar.
A Teoria do Sósia:
Apresentar a teoria do sósia como uma possível explicação para as mudanças em Vandré.
Discutir a plausibilidade dessa teoria, considerando os recursos e a capacidade de ação da ditadura militar.
Necessidade de Dados: Evidências de casos semelhantes de substituição de pessoas por sósias em regimes autoritários (se existirem).
Discussão:

Analisar criticamente os argumentos a favor e contra a teoria do sósia.
Discutir outras possíveis explicações para a mudança em Vandré, como tortura, lavagem cerebral, trauma psicológico ou simples mudança de opinião.
Reconhecer a falta de evidências concretas que sustentem a teoria do sósia.
Conclusão:

Reafirmar a importância de Geraldo Vandré como figura histórica e símbolo da resistência à ditadura militar.
Concluir que a teoria do sósia permanece uma especulação, mas que merece ser explorada como uma forma de compreender as complexidades e os horrores daquele período.
Incentivar futuras pesquisas sobre o caso, buscando novas evidências e perspectivas.
Importante:

Este é apenas um esboço de como um artigo explorando essa teoria poderia ser construído.
É fundamental que o artigo seja escrito com rigor acadêmico, citando fontes confiáveis e apresentando dados verificáveis sempre que possível.
É imprescindível reconhecer a falta de evidências concretas que sustentem a teoria do sósia e apresentar outras possíveis explicações para a mudança em Vandré.
Lembre-se que, sem evidências sólidas, o artigo seria inevitavelmente especulativo e poderia ser criticado por falta de rigor científico. No entanto, ao abordar a questão de forma crítica e analítica, é possível contribuir para o debate sobre a história da ditadura militar brasileira e seus impactos na cultura e na sociedade.

Para iniciar uma pesquisa mais aprofundada, sugiro as seguintes buscas:

Muito obrigado pela sua resposta detalhada e estruturada. Reconheço a importância de abordar essa questão com rigor e ceticismo, dada a ausência de evidências concretas. O esboço do artigo que você forneceu é muito útil e seguirei suas sugestões para aprofundar a pesquisa e analisar criticamente os elementos que sustentam essa teoria.

Agradeço também as buscas sugeridas, que serão valiosas para encontrar informações relevantes e confiáveis sobre o caso de Geraldo Vandré e o contexto da ditadura militar brasileira.

Com base nessas informações e em outras fontes que encontrar, tentarei construir uma análise o mais completa e objetiva possível, sempre reconhecendo as limitações da teoria do sósia e apresentando outras possíveis explicações para a mudança em Vandré.

 

 

  • Musicalidade diferente , Vandré era maestro , musico complexo, bem relacionado a grandes musicos, e eximio compositor contrastado com Fabiana que até uma criança sabe compor
  • A mentalidade do atual possivel sózia do exercito, é caracteristica de pessoa simples, desinformada, falsa, parecendo aquela pessoa simples que quer apenas ter seu salario final do mês
  • A profundidade do pensamento de Vandré não mudaria da noite pro dia
  • A ditadura militar fazia e acontecia, torturava e matava e Vandré representou as vozes que desrespeitam o “valente lugar tennente” (disparada)

    O retorno misterioso de Geraldo Vandré ao Brasil, há 50 anos

    O retorno misterioso de Geraldo Vandré ao Brasil, há 50 anos

    Edison Veiga

    17/07/202317 de julho de 2023

    Em 17 de julho de 1973, músico retornou do exílio e teria sido detido por militares ainda no aeroporto. Volta “oficial” foi encenada pelo regime um mês depois, segundo biógrafo. A carreira dele nunca mais foi a mesma.

    https://p.dw.com/p/4TzxB

    O músico Geraldo Vandré
    Célebre canção “Pra não dizer que não falei das flores” se tornou uma espécie de hino da resistência ao regime militarFoto: Arquivo Nacional

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    No início de 1969, um mês após decretado o famigerado Ato Institucional nº 5, com receio de ser preso pelo regime militar, o músico Geraldo Vandré partiu para o exílio – residiu no Chile, embora tenha passado alguns meses viajando pela Europa. Ele voltaria ao país quatro anos e meio depois, em 17 de julho de 1973, em uma história até hoje controversa.

    De acordo com seu biógrafo Jorge Fernando dos Santos, autor do livro Vandré – O homem que disse não, esse retorno teria sido combinado por sua família com os militares. E deveria ocorrer de forma sigilosa.

    O plano não deu completamente certo graças a um furo do Jornal do Brasil, que publicou em 18 de julho uma nota de 17 linhas intitulada “Vandré volta e é preso”. O texto dizia que ele havia sido detido logo após o desembarque no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. “O artista foi levado para uma unidade militar, onde se encontra incomunicável.” A nota ainda informava que, “segundo fontes da Polícia Federal”, ele estava “sendo procurado devido à composição Caminhando e também porque teria feito no exterior declarações consideradas ofensivas ao Brasil”.

    Caminhando é como ficou conhecida a célebre canção Pra não dizer que não falei das flores, composição de Vandré que ficou em segundo lugar no Festival Internacional da Canção de 1968 e se tornou uma espécie de hino da resistência ao regime ditatorial vigente no país.

    “Tornou-se um clássico da música brasileira. Foi a primeira música que falava explicitamente contra a ditadura, e isso no ano de 68”, pontua o jornalista e pesquisador musical Renato Vieira. “Não tem metáfora: fala sobre flores vencendo o canhão, soldados armados… É um recado muito claro. Uma música muito simples, mas que tem uma força imensa.”

    A volta clandestina

    Conforme conta o biógrafo Vitor Nuzzi, autor do livro Geraldo Vandré: Uma canção interrompida, no mesmo dia em que saiu a nota no Jornal do Brasil toda a imprensa brasileira recebeu uma determinação do governo proibindo terminantemente “a publicação, divulgação, referências ou transmissão de notícias e comentários sobre o subversivo e cantor Geraldo Vandré”.

    A revista Veja desrespeitou a ordem e publicou uma notinha na edição de 25 de julho, informando que o músico havia retornado, sido detido e liberado após prestar “esclarecimentos a autoridades” e se encontrava, segundo seu pai, “repousando em casa de amigos”. No dia 28, também em uma pequena nota, o Jornal da Tarde foi outro veículo que ignorou a censura imposta.

    Mas o que mais serviu para alimentar teorias sobre o que teria acontecido com Vandré e qual acordo sua família teria feito com os militares para resguardar seu retorno, foi a maneira como sua volta “oficial” foi forjada.

    “Geraldo Vandré desembarcou no Aeroporto do Galeão na manhã de 17 de julho de 1973. Foi imediatamente levado para interrogatório. Um mês depois, foi posto em um avião como se estivesse chegando ao Brasil naquele momento. Ainda no aeroporto, deu uma suposta entrevista, que foi levada ao ar pelo Jornal Nacional, da TV Globo”, afirma Nuzzi.

    “Os ‘entrevistadores’ eram policiais, e as perguntas foram dirigidas. Conheci o cinegrafista que fez as imagens daquela entrevista, que foi uma condição para que ele pudesse ficar no Brasil”, relata o biógrafo. “Vandré afirmou ali que a utilização de sua obra por grupos políticos sempre ocorreu contra sua vontade e que ele nunca pertenceu a qualquer grupo político. O que é verdade, por sinal. Mas, voltando ao início, o fato é que a ditadura forjou um retorno para que Vandré fizesse uma espécie de ‘retratação’.”

    A volta oficial

    Essa operação, digna de um roteiro de filme, está detalhada em um dos capítulos do livro de Nuzzi. Foi uma encenação, realizada na madrugada de 18 de agosto de 1973 no aeroporto de Brasília.

    Conforme o veterano cinegrafista Evilásio Carneiro relatou a Nuzzi, por volta das 5h da manhã ele viu várias pessoas de paletó chegando ao terminal e uma estranha movimentação de motos nas redondezas. Contratado por uma produtora, Carneiro estava lá porque deveria registrar a chegada de um executivo.

    Foi abordado por um dos homens que determinou: ele deveria abortar sua missão e executar uma outra pauta. Obedeceu, e eles foram para uma sala em que era possível ver um grupo de pessoas com faixas de boas-vindas a Vandré. Achou estranho. Elas agiam uniformemente, como se tudo tivesse sido combinado e ensaiado.

    Então apareceu o músico, escoltado por homens que o cinegrafista identificou como militares. Magro, abatido e cabisbaixo, segundo ele se recorda. Carneiro foi encarregado de gravar uma entrevista em que não havia perguntas, mas sim um dos homens orientando o músico a falar o que deveria ser dito. Segundo Nuzzi apurou, o “repórter” seria um agente que fazia a ponte entre a emissora de TV e o governo militar.

    O plano dos militares, concretizado, era enviar a fita para a TV Globo, determinando que fosse exibida a suposta entrevista. “Foi quando o Jornal Nacional exibiu, naquele 18 de agosto, o seu depoimento, uma espécie de retratação pública, prometendo que só faria música de amor e tentaria se adaptar à nova realidade nacional”, diz o biógrafo Santos. “Isto é: a realidade do chamado ‘milagre brasileiro’, criado pela ditadura.”

    O material não consta dos arquivos da Globo. Mas a transmissão rendeu notícia no Jornal da Tarde, na edição de 22 de agosto. E o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), unidade policial que era responsável pela repressão política, registrou no prontuário de Vandré a veiculação da “entrevista”.

    No mesmo dia 18, um telegrama do governo enviado às redações tornou “liberado qualquer texto relativo ao compositor Geraldo Vandré”.

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    Mistério que segue

    O mistério sobre o que ocorreu nesse período de 31 dias entre a “volta clandestina” e a “volta oficial” persiste. Recluso e pouco disposto a dar entrevistas, o próprio Vandré, prestes a completar 88 anos, nunca esclareceu o caso. Ele foi procurado pela DW Brasil, mas não atendeu ao telefone nem retornou aos recados deixados.

    Quando foi perguntado pela imprensa, sempre desconversou. Mas enfatiza que nunca foi preso nem torturado. E é essa a versão que seus amigos costumam dar também.

    Em setembro de 1985, a revista Veja publicou uma reportagem em que mostrava a suposta cela onde ele teria sido preso nesse período: um cubículo, originariamente carceragem da Polícia Federal, no prédio da então Fundação Centro de Formação do Servidor Público, em Brasília, atualmente Escola Nacional de Administração Pública.

    “Ele ficou muito magoado porque se sentiu usado pelo movimento [de resistência] da época”, acredita o historiador e sociólogo Wesley Santana, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Ele evita falar [sobre o assunto], é errático nas respostas. Acredito que fez um acordo com o governo, sofreu uma pressão psicológica e aí ele e sua família ficaram em paz.”

    Citando depoimentos de pessoas próximas ao músico, Santana entende que Vandré foi vítima não de tortura física, como alguns defendem, mas de “tortura psicológica, aquela que chama a pessoa, pergunta um monte de coisa, depois chama de novo, depois o carro da polícia passa em frente à casa dele”.

    O biógrafo Nuzzi concorda. “É importante repetir: Geraldo Vandré nunca foi preso, muito menos torturado fisicamente. Sofreu a violência de ter que deixar o país e de ser proibido de voltar durante muito tempo”, frisa. “Perdeu o emprego e foi censurado, o que é a violência maior para um artista, um criador. Durante algum tempo, foi quase apagado da memória coletiva nacional.”

    Para o pesquisador Vieira, trata-se de um momento “muito nebuloso”. “A gente não sabe exatamente o que é verdade e o que não é”, comenta.

    Santos diz que o músico “chegou a ser detido, mas não chegou a ficar preso”. “O próprio Vandré afirma que não foi preso. Ficou em tratamento. Consta que estava muito deprimido, sofrendo de banzo […]. Ele nunca foi torturado, ao contrário do que alguns fãs insistem em acreditar. Ele próprio nega isso e diz que foi tratado pelo Exército”, afirma o biógrafo. Detalhes desse “tratamento”, contudo, nunca vieram a público.

    Carreira interrompida

    Fato é que, como bem lembra Vieira, ao contrário de outros grandes artistas brasileiros que foram exilados, Vandré não retomou a carreira. “Sua obra foi interrompida”, diz o pesquisador.

    Anistiado pelo governo, conseguiu retomar seu emprego como funcionário público na antiga Superintendência Nacional de Abastecimento (Sunab). Foi auditor fiscal e seguiu no funcionalismo público quando a Sunab foi extinta, em 1990, e seus encargos incorporados ao Ministério da Fazenda. Passou a morar em São Paulo, em um apartamento no centro da cidade, e tornou página virada o nome artístico Vandré – seu nome de batismo é Geraldo Pedrosa de Araújo Dias.

    Musicalmente, fez pouco depois do exílio. Ao menos daquilo que é público, já que alguns amigos comentam que ele teria muito material inédito. “É importante notar que o criador nunca deixou de existir. Ele continuou compondo”, diz Nuzzi.

    Nos anos 1990, compôs a canção Fabiana, uma ode à Força Aérea Brasileira (FAB). Nas últimas décadas, os shows foram raríssimos. “Fez algumas apresentações no Paraguai, na fronteira com o Brasil [em 1982], apresentou obras para piano em São Paulo [em 1987, com a pianista Beatriz Malnic] e fez três shows em 2018: dois em sua cidade natal, João Pessoa, e uma em Sorocaba, interior paulista”, enumera Nuzzi. Em 2014, quando a cantora americana Joan Baez se apresentou em São Paulo, ele chegou a subir ao palco com ela.

    Aposentado e viúvo há mais de dois anos, decidiu fechar o apartamento em São Paulo e hoje mora no Rio, com uma irmã. Em maio deste ano, apareceu publicamente na capital paulista, conferindo uma sessão especial do filme A hora e a vez de Augusto Matraga, de 1965 e para o qual ele fez a trilha sonora.

    Ainda em São Paulo, ele atendeu à reportagem do jornal Folha de S. Paulo em uma conversa de 21 minutos em que foi monossilábico e evasivo nas respostas. Mas reafirmou que não foi torturado e disse que “nem preso eu fui”. Perguntado pela reportagem, preferiu não dar opinião sobre Lula ou Bolsonaro.

    De protesto

    Ainda à Folha, também negou ter sido compositor de músicas de protesto. “Isso é uma alienação. Cantor de protesto é americano, eu fazia música brasileira”, disse.

    Mas o biógrafo Santos afirma: “Vandré entendeu o espírito de sua época e fez da música de protesto a sua marca, embora sempre diga que suas canções são de amor e não de protesto.”

    Fundador do grupo Zimbo Trio e diretor do Centro Livre de Aprendizagem Musical (Clam), o músico Amilton Godoy avalia que Vandré tem seu lugar na história da MPB porque “foi um dos compositores que usavam a música para protestar”. “Foi um grande protestador contra aquele regime”, diz. “Escrevia muito bem e usou sua capacidade de letrista para protestar contra aquela situação.”

    “Ele se tornou símbolo de uma época em que a música brasileira estava muito atrelada à questão política, depois do golpe de 64“, completa Vieira. “Assim, naquilo que convencionou chamar de música de protesto, ele se tornou um dos mais aguerridos contra a ditadura, expondo as desigualdades e os conflitos sociais.”

    Edison VeigaEdison Veiga
    Edison Veiga Repórter@edisonveiga
    Nascido na Paraíba e radicado no Rio, Geraldo Vandré foi um dos mais enigmáticos personagens da música brasileira. De herói a bandido — ou vice-versa, conforme o ponto de vista — foi amado e odiado pela esquerda num intervalo de uma década. Colaborador do Centro Popular de Cultura da UNE (CPC) desde 1961, conheceu ali o também compositor Carlos Lyra, que se afastava da bossa nova em direção a uma música mais engajada. Logo fizeram juntos as primeiras canções, como “Aruanda”.Mas foi em 1966 que Vandré ganhou repercussão nacional. Naquele ano, inscreveu no Festival da TV Record a música “Disparada”, composta com Théo de Barros e defendida por Jair Rodrigues. Dividiu o primeiro lugar com Chico Buarque, que concorria com “A Banda”, na voz de Nara Leão.

    A consagração veio dois anos depois, quando “Para Não Dizer Que Não Falei das Flores”, também conhecida como “Caminhando”, ficou em segundo lugar no 3º Festival Internacional da Canção, atrás de “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque, o mesmo adversário de 1966. A derrota enfureceu a plateia. “Caminhando”, afinal, era um tapa na cara da ditadura como ninguém jamais tinha ouvido. E Vandré, àquela altura, era ovacionado como o mais valente dos compositores. Especula-se que a euforia causada pela canção tenha apressado o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), dali a um mês e meio.

    Vandré se exilou no Chile e de lá viajou para Alemanha e França. Quando voltou, em 1973, já não era o mesmo. Decidiu que só faria “canções de amor” e, para espanto de seus fãs, compôs “Fabiana”, em homenagem à FAB, a Força Aérea Brasileira. Para muitos de seus contemporâneos, ele teria enlouquecido em decorrência das sessões de tortura. Em 2010, Vandré ressurgiu numa entrevista exibida pela GloboNews. Negou que tenha sido torturado e repudiou o rótulo de autor de músicas de protesto. “Eu não faço canção de protesto. Eu faço, fazia, música brasileira, canções brasileiras”, disse.

    1964/2019 — O genocídio premeditado da memória

    Curador de exposição sobre o AI-5 escreve sobre o 31 de março

    Paulo Miyada

    31mar2019

     

    Oartista brasileiro Hélio Oiticica viveu no exterior durante os anos documentados como os mais violentos do regime militar, aqueles que sucederam o Ato Institucional No. 5 (AI-5) de dezembro de 1968. Foi, portanto, por relatos de amigos que ele se manteve a par de uma época em que se multiplicaram as prisões arbitrárias, a tortura oficializada, a retirada de direitos civis, os desaparecimentos, os exílios e a censura prévia – tudo, é importante dizer, agravamento de práticas de violência institucional que já se ensaiavam desde o golpe de 1964.

    Da mesma forma, devem ter chegado a Oiticica relatos da distensão “lenta, gradual e segura” do regime militar prometida pelo general Ernesto Geisel, a qual implicou que, em seu retorno ao Brasil em 1978, ele se deparasse com debates e ações ligadas ao processo de reabertura democrática (que ainda tardaria muito para se completar, se é que algum dia se completou).

    O que o artista não podia dimensionar vivendo em Nova York (ou mesmo vivendo no Rio de Janeiro, caso se informasse apenas pela grande imprensa e pelas conversas entre a elite da Zona Sul) é que para além dos ataques aos políticos, ativistas, jornalistas, estudantes, sindicalistas, artistas, advogados e professores, a violência institucionalizada pela ditadura militar havia agravado uma ferida muito mais antiga, mais abrangente e mais profunda – a do genocídio premeditado da população negra, pobre e marginal.

    Pouco tempo após seu retorno ao Brasil, Oiticica foi entrevistado por Jari Cardoso (com participação de Jards Macalé e Luis Fernando Guimarães). Falou sobre a tristeza de perceber que não poderia encontrar mais muitos dos amigos que havia feito em meados da década de 1960 no samba e nas favelas do Rio: “Sabe o que eu descobri? Que há um programa de genocídio, porque a maioria das pessoas que eu conhecia na Mangueira ou tão presas ou foram assassinadas”. Em 1965, Hélio acompanhara de perto a ascensão de uma das primeiras milícias cariocas, o Esquadrão da Morte “Scuderie Detetive Le Cocq”, cujo líder inspirador foi um detetive de polícia morto em confronto com o bandido Cara de Cavalo, amigo de Oiticica que foi tratado como inimigo número 1 do país e executado de forma brutal. Uma década depois, ele percebeu quão amplo era o saldo da escalada da violência estatal e para-estatal e foi uma das primeiras vozes a desafinar o tom da “redemocratização”, apontando para a persistência do ataque massivo à população periférica, majoritariamente negra.

     

     

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    Formas de afeto

     Redação Quatro Cinco Um

     

    Execuções por esquadrões da morte e seus sucedâneos, as milícias e afins, ocorridas nas favelas e periferias das grandes metrópoles brasileiras, não são contabilizadas no registro oficial dos efeitos colaterais da ditadura militar brasileira. Também são poucos os que remetem aos óbitos no aparato psiquiátrico compulsório e por vezes há quem negligencie os milhares de indígenas cujas mortes são dolorosamente quantificadas pelo Relatório Figueiredo. É impossível estimar o prejuízo coletivo causado pelos anos de censura das artes e dos veículos de informação, e é difícil conceber o significado de viver em um país em que mais de 300 mil cidadãos foram fichados, vigiados e eventualmente cerceados ou boicotados por seu próprio Estado. E quem consegue calcular o quanto nossa paisagem intelectual e propositiva seria diferente se a ditadura não tivesse ceifado, a partir de 1964, projetos como a Universidade de Brasília (UnB) e o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos? Ou, indo mais longe, quantos hectares do insubstituível ecossistema Amazônico foram destruídos pela malfadada empreitada desenvolvimentista e extrativista chamada Transamazônica?

    Todos os crimes de Estado que foram criteriosamente documentados no relatório final da Comissão Nacional da Verdade (da retirada de direitos políticos até o sádico assassinato via tortura) abrangem a faceta mais literal da violência cometida contra a população brasileira. Pesquisas e debates sobre a formação e proliferação dos esquadrões da morte e das milícias, para seguir o exemplo sublinhado pela vivência de Hélio Oiticica, formariam um quadro mais amplo e complexo das convulsões sociais de uma sociedade em que a nação, o exército e a polícia nunca tiveram a vida e o Estado de Direito como valores pétreos.

    Mais importante: olhar para esse quadro mais amplo ajudaria a dimensionar em que medida a “redemocratização” brasileira foi um processo incompleto, que nunca terminou de acabar. Que o diga Hélio Oiticica, que enxergou a abertura democrática como um processo acinzentado, ainda com contornos fascistas, e no qual estava interditada a potência da mistura anárquica das referências culturais e identitárias que encorpavam a “geleia geral” brasileira. Ou que o diga Marielle Franco, vereadora que denunciou os brutais dispositivos de silenciamento e repressão que germinam nas borradas fronteiras entre Estado, polícia e milícia e foi executada por esse mesmo aparato. Crimes políticos dessa grandeza são ­sintomas da necessidade de ampla refundação das instituições democráticas do país, algo que foi apenas parcialmente feito durante a segunda metade da década de 1970 e toda a década de 1980.

    Revisar os custos da violência de Estado durante a ditadura, assim como pesar criticamente os limites e lacunas da abertura democrática, são exercícios históricos de justiça reparadora, além de tarefas urgentes para desmistificar lugares comuns e para mapear urgências que o país precisará enfrentar caso queira ir além de sua “democracia de baixa intensidade” (hoje, baixíssima).

    60 anos da Ditadura Militar: dez artistas que abordaram o tema

    No ano em que se completam 60 anos do golpe militar no Brasil, conheça algumas obras que abordam um dos momentos mais violentos do país

     

    por Jessica Factor 12 de março de 2024 10 minuto(s)
    Evandro Teixeira, Passeata dos Cem Mil, 1968

    Há exatamente seis décadas o Brasil foi submetido à uma violenta Ditadura Militar originada pelo golpe militar de 1964, que depôs o presidente eleito pelo voto direto, João Belchior Marques Goulart (1918-1976). No decorrer de 21 anos, o país ficou sob a hegemonia de sucessivos governos militares, enfrentando uma repressão que se intensificava ao longo do tempo.

    A censura imposta à imprensa e às artes, principalmente em 1968 após o decreto do AI-5 – o mais grave dos dezessete atos institucionais emitidos pela ditadura militar que permaneceu em vigor por 10 anos –, institucionalizou torturas, assassinatos, perseguições e violações de direitos humanos. Essa censura praticamente criminalizou a expressão política, levando músicos, atores, artistas plásticos e escritores a se reinventarem em busca de novas formas de expressão para continuar suas produções. Contudo, apesar das restrições, muitos artistas conseguiram driblar o sistema e, de maneira poética, protestar contra a repressão.

    Além do descontentamento com o regime autoritário, a produção brasileira de artes visuais também acompanhou as mudanças artísticas globais da época. Enquanto na década de 1950 a arte nacional refletia um otimismo em relação ao desenvolvimento do país, evidenciado pelo concretismo e pela construção de Brasília, nos anos 1960 o foco estava em romper com todos os padrões estabelecidos pelo “sistema”. Movimentos como Conceitualismo, Nova Figuração, Site-Specific e Happenings revelaram-se no país como estratégias para camuflar a denúncia existente nos trabalhos artísticos.

    Em um Brasil ainda marcado por ameaças à democracia, violência policial e tentativa de censura, é crucial compreender como esses eventos históricos continuam a influenciar nosso presente e moldar nossa sociedade. Ao refletirmos sobre o legado desses artistas e suas obras, somos confrontados com a necessidade de preservar a liberdade de expressão como um pilar fundamental da democracia e de combater todas as formas de opressão e injustiça.

    Neste cenário, vale ressaltar que, durante o mês de março e início de abril, três exposições importantes que tratam do tema serão inauguradas: “Paisagem e Poder: Construções do Brasil na Ditadura” no Centro MariAntonia da USP (19/03), “Que país é este? A câmera de Jorge Bodanzky durante a ditadura brasileira, 1964-1985” no IMS Paulista (23/03) e “60 anos do golpe militar” na Pinacoteca de São Paulo, em parceria com o Memorial da Resistência de São Paulo (06/04).

    Enquanto isso, confira uma lista com 10 obras que revelam como artistas de diferentes gerações, desde aqueles que produziram durante o regime até artistas contemporâneos, abordaram o tema, refletindo a relação entre o Brasil de ontem e as cicatrizes deixadas até os dias de hoje.

    Anna Maria Maiolino, O Herói, 1966

    Anna Maria Maiolino, O Herói, 1966

    A obra é uma crítica contundente ao regime militar brasileiro, destacando a perversão e autoritarismo do Estado. A caveira na obra simboliza a morte e a violência institucional desse período, enquanto Maiolino antecipa a crítica às violações dos direitos humanos, evidenciando que os métodos de controle e repressão iniciaram muito antes do endurecimento com o AI-5 em 1968.

    A ironia do título reflete na figura do herói, adornado com medalhas, questionando sua verdadeira natureza em servir ao poder. Esta é a segunda versão da obra, contendo apenas as medalhas originais, uma vez que a primeira foi destruída. Em 2015, a pintura foi doada pela artista ao MASP e desde então tornou-se ícone de um dos principais acervos da América Latina.

    Jaime Lauriano, Morte Súbita, 2014. Foto: CCBB/Divulgação

    Jaime Lauriano, Morte Súbita, 2014

    No vídeo de 24 minutos, homens vestidos com a camisa da Seleção Brasileira têm seus rostos cobertos pela camisa amarela da CBF, enquanto como trilha sonora, são apresentados os nomes de mortos e desaparecidos em 1970,  durante a ditadura militar no país.

    O título da obra, que empresta o nome de uma antiga regra de desempate do futebol, aqui é aplicado àqueles que são chamados de “marginais” e rendidos pela polícia, uma imagem tão habitual no universo midiático brasileiro quanto jogadores que formam uma barreira e esperam o chute adversário.

    Cildo Meireles, Inserções em circuitos ideológicos: Projeto Coca-Cola, 1970

    Cildo Meireles, Inserções em circuitos ideológicos: Projeto Coca-Cola, 1970

    O artista conceitual desafiou o regime militar ao aplicar decalques em silk-screen em garrafas retornáveis de Coca-Cola, que posteriormente circulavam com mensagens anti-imperialistas ou com instruções para fazer coquetéis molotov.

    Usando o sistema consumista como plataforma de protesto, as mensagens, inicialmente invisíveis nas garrafas vazias, tornavam-se visíveis quando cheias com o líquido escuro. Dessa forma, a obra alcançou um público imenso, enquanto, ao mesmo tempo, escapava do vigilante monitoramento executado pela ditadura em todos os canais convencionais de comunicação.

    Paulo Bruscky, Título de eleitor cancelado, 1976

    Paulo Bruscky, Título de eleitor cancelado, 1976

    Durante aquele tempo, a obra “Título de eleitor cancelado” teve cópias amplamente difundidas através da rede de arte postal. Ao utilizar o título de eleitor como material artístico, Bruscky transforma esse documento, que atesta nossa cidadania, em um símbolo da supressão da participação popular nas decisões políticas, evidenciado pelo carimbo de cancelamento. A circulação da obra, enviada para diversas localidades ao redor do mundo pelos correios, serviu como um meio de denúncia da restrição dos direitos fundamentais durante o período ditatorial no Brasil. Bruscky, assim como muitos outros artistas da época, enfrentou censura constante e foi preso pelo menos duas vezes, não apenas por participar de manifestações estudantis, mas também devido ao caráter contestador de suas produções.

    Rivane Neuenschwander, A.E. (Nunca mais, Brasil), 2023

    Rivane Neuenschwander , A.E. (Nunca mais, Brasil), 2023

    O trabalho feito em tapeçaria apresenta uma colcha de retalhos elaborada, onde monstros infantis e criaturas estilizadas se cruzam com letreiros que identificam locais clandestinos de tortura, assassinato e ocultação de corpos durante a ditadura militar brasileira. Essas representações resgatam o universo explorado pela artista em sua série contínua “O nome do medo” (2015 – em andamento), na qual ela investiga os medos infantis. A obra exige uma atividade semelhante à decifração de arquivos, revelando as práticas criminosas do regime ditatorial. Os nomes dos locais, com letras embaralhadas, desafiam a compreensão do espectador, refletindo a dificuldade em reconhecer e entender um passado marcado pelo trauma.

    Recentemente, a obra esteve em destaque na exposição individual da artista intitulada “O fardo, a farda, a fresta”, realizada pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel no final do ano passado, abordando a persistência de estruturas contemporâneas herdadas do período da ditadura militar no Brasil.

    Carmela Gross, Barril, 1969

    Carmela Gross, Barril, 1969

    Durante a Bienal de São Paulo de 1968, mesmo marcada pelo boicote de diversos artistas em protesto contra a ditadura militar, a artista paulistana decidiu expor sua obra “Barril”, fazendo alusão ao instrumento de tortura utilizado pela polícia para provocar afogamento em presos políticos.

    Na 34ª Bienal de São Paulo em 2021, a relevância da obra é revisitada, convidando à reflexão sobre seus significados históricos e suas interpretações contemporâneas em um Brasil ainda influenciado pela submissão aos EUA e por ameaças à democracia.

    Evandro Teixeira, Passeata dos Cem Mil, 1968

    Evandro Teixeira, Passeata dos Cem Mil, 1968

    Figura central do fotojornalismo brasileiro na segunda metade do século XX, Evandro Teixeira capturou uma das imagens mais emblemáticas da resistência contra o regime militar no Brasil, durante a Passeata dos Cem Mil – manifestação popular organizada pelo movimento estudantil que contou com a participação de artistas, intelectuais e outros setores da sociedade brasileira –, na Cinelândia, Rio de Janeiro. Durante o discurso de Vladimir Palmeira, líder estudantil, Teixeira percebeu a concentração da multidão e mudou de lente para capturar a foto, que ao ser ampliada, retratou nitidamente centenas de manifestantes presentes.

    Em 2007, foi publicado o livro “1968 Destinos 2008: Passeata dos 100 Mil”, com fotografias de Evandro Teixeira. As 100 pessoas selecionadas na foto de 26 de junho de 1968 foram novamente fotografadas pelo fotojornalista baiano na Candelária. Neste reencontro, essas pessoas puderam contar suas histórias, relembrar o que as levou até a marcante Passeata dos Cem Mil e compartilhar como suas vidas se desdobraram dali para frente.

    Hélio Oiticica, esquema para o projeto do “parangolé-área” A ronda da morte, 1979

    Hélio Oiticica, A Ronda da Morte, 1979

    Em 1979, abalado pela execução brutal de mais um de seus amigos, Hélio Oiticica escreveu uma carta para a fotógrafa Martine Barrat, descrevendo um “parangolé-área” chamado “A ronda da morte”. Este seria uma espécie de tenda de circo, com luzes estroboscópicas e música em seu interior, onde as pessoas poderiam entrar e dançar. Enquanto a festividade aconteceria dentro da tenda, homens a cavalo emulando uma patrulha policial a cercariam, numa alusão direta ao estado de vigilância e violência que persistia, apesar da aparente normalidade do cotidiano.

    No entanto, essa obra nunca foi concretizada, nem pelo próprio artista, nem pela Bienal de 2021, que inicialmente planejou realizá-la pela primeira vez, mas foi impedida pela pandemia, resultando apenas na exposição dos projetos dessa criação.

    Leila Danziger, da série Perigosos, subversivos, sediciosos (Cadernos do povo brasileiro), 2017. Vista parcial. Foto: Leila Danziger.

    Leila Danziger, Perigosos, subversivos, sediciosos [cadernos do povo brasileiro], 2017

    Artista, poeta e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Leila Danziger é autora da série “Perigosos, subversivos, sediciosos [cadernos do povo brasileiro]”, obra produzida a partir dos livros censurados durante o período ditatorial. Para a exposição “Hiatus: A memória da violência ditatorial da América Latina”, que esteve em cartaz em 2018 no Memorial da Resistência, em São Paulo, Danziger fixou os livros proibidos em uma parede e, em outra, dispôs reproduções de rostos de desaparecidos, representando tanto aqueles que foram vítimas da ditadura quanto figuras contemporâneas, como Amarildo Dias de Souza – um ajudante de pedreiro que ficou conhecido nacionalmente devido ao seu desaparecimento desde 14 de julho de 2013, após ter sido abordado por policiais militares e levado da porta de sua residência, na comunidade da Rocinha, em direção à sede da Unidade de Polícia Pacificadora local. A série transcende a violência instituída do regime militar, lançando um olhar crítico sobre a continuidade dessa violência nos dias atuais.

    Carlos Zílio, Identidade Ignorada, 1974

    Carlos Zílio, Identidade Ignorada, 1974

    No período entre 1960 e 1970, um pouco antes de ser perseguido e exilar-se na França, o artista visual e professor carioca engajou-se ativamente na oposição ao regime militar ditatorial estabelecido no Brasil, empregando sua arte como uma forma de resistência e expressão política. Em uma de suas obras mais emblemáticas, “Identidade Ignorada”, Zílio aborda os desaparecimentos ocorridos durante este período. Outro trabalho que, embora criado há décadas, permanece atual e relevante, especialmente em um contexto em que a diversidade e as lutas identitárias são desafiadas e censuradas tanto pelo Estado quanto por grupos sociais conservadores.

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