Entropia e Melhoramento genético
1. Introdução e Visão Estratégica
A Associação Brasileira de Estudos e Tratamento com microRNA (ABET-microRNA) fundamenta-se na necessidade urgente de transformar o paradigma da saúde pública no Brasil, integrando os avanços da medicina de precisão com uma compreensão profunda da evolução genômica humana. A descoberta recente de um pico mutacional catastrófico no gene TP53 [1][2], o principal supressor de tumor do organismo, ocorrido há aproximadamente 5.000 a 10.000 anos, revela que a suscetibilidade moderna ao câncer é um fenômeno biológico recente e agudo [3][4].
Nesta nova proposta, a ABET-microRNA amplia seu escopo para atuar na interseção entre a Paleogenética, a Regulação por microRNAs e as Terapias Integrativas (Fitoterapia e Probióticos), oferecendo um modelo de diagnóstico e tratamento que não apenas identifica a doença, mas busca restaurar o equilíbrio molecular ancestral do indivíduo.
2. Paleogenética e a Instabilidade do TP53
A paleogenética demonstrou que, enquanto populações ancestrais como os Neandertais possuíam versões estáveis de genes de reparo de DNA, o Homo sapiens moderno exibe uma expansão de mais de 1.000 variantes mutagênicas no segmento TP53 [1]. Este fenômeno, sincronizado com eventos em outros grandes mamíferos como elefantes [5][6], sugere uma Catástrofe Radioativa Global Recente (RGRC) que invalidaria a geocronologia uniformista e explicaria a alta prevalência de câncer na modernidade [2].
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Conceito
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Descrição
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Impacto na ABET
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Pico Mutacional
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Acúmulo rápido de mutações no TP53 nos últimos 10 mil anos.
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Necessidade de triagem genética de variantes ancestrais vs. modernas.
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Paleogenética
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Estudo do DNA antigo para entender doenças atuais.
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Criação de um banco de dados de assinaturas genéticas evolutivas.
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Piezoeletricidade Nuclear
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Mecanismo proposto para a aceleração de mutações globais.
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Base teórica para entender a fragilidade do genoma humano atual.
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3. MicroRNAs: O Eixo de Diagnóstico e Tratamento
Os microRNAs (miRNAs) são reguladores pós-transcricionais fundamentais que orquestram a expressão gênica [7]. Sua estabilidade em fluidos biológicos (sangue, saliva, urina) os torna biomarcadores ideais para a medicina de precisão [8][9].
•Diagnóstico de Precisão: A ABET focará na identificação de assinaturas de microRNA que sinalizam a perda de função do TP53 antes da formação de tumores sólidos [10].
•Terapias Moleculares: O uso de miméticos de miRNA para restaurar a função supressora e anti-miRs para silenciar oncogenes ativados pelas mutações recentes do TP53 [11].
4. Terapias Integrativas e Modulação Epigenética
A grande inovação desta proposta é a inclusão de mecanismos naturais de regulação de microRNAs, combatendo a instabilidade genômica através da Fitoterapia e Probióticos.
4.1. Fitoterapia e Bioativos
Compostos como curcumina, quercetina e epigalocatequina-3-galato (EGCG) demonstraram cientificamente a capacidade de modular a expressão de microRNAs, revertendo perfis oncogênicos para perfis supressores de tumor [12][13]. A ABET validará protocolos fitoterápicos baseados no perfil individual de microRNAs do paciente.
4.2. Probióticos e o Eixo Microbiota-miRNA
A microbiota intestinal regula a expressão de microRNAs sistêmicos [14]. Cepas específicas de Bifidobacterium longum e Lactobacillus têm o potencial de suprimir o câncer colorretal e modular oncomiRs, oferecendo uma via terapêutica de baixo custo e alta eficácia [15][16].
5. Programa de Equilíbrio de microRNAs
O programa “Equilíbrio de microRNAs” será o carro-chefe da medicina preventiva da associação, consistindo em:
1.Mapeamento Molecular: Identificação de desequilíbrios ligados a variantes do TP53.
2.Intervenção Personalizada: Dieta fitoterápica e suplementação probiótica direcionada.
3.Monitoramento: Reavaliação periódica dos níveis de miRNAs circulantes para ajuste terapêutico.
6. Estrutura e Governança
A ABET-microRNA mantém sua estrutura sem fins lucrativos, mas expande seus conselhos técnicos para incluir especialistas em paleogenética e medicina integrativa.
•Presidente: Sodré Gonçalves de Brito Neto (Idealizador e Editor do Jornal da Ciência).
•Diretoria Científica: Focada em Pesquisa Translacional e Validação de Fitocomplexos.
•Unidade de Bioinformática: Dedicada ao cruzamento de dados paleogenéticos e perfis de microRNA.
7. Referências Científicas Integradas
1.Li, J., et al. (2025). Pathogenic variation in human DNA damage repair genes was originated from the evolutionary process of modern humans. Genes & Diseases. DOI: 10.1016/j.gendis.2025.101916.
2.Sodré, G. B. N. (2026). O Evento Catastrófico Holocênico: Piezoeletricidade Nuclear e a Invalidação da Geocronologia Uniformista no Pico Mutacional Humano e em Mamíferos. Jornal da Ciência. DOI: 10.13140/RG.2.2.15799.38563.
3.Fu, W., et al. (2013). Analysis of 6,515 exomes reveals the recent origin of most human protein-coding variants. Nature, 493(7431), 216-220.
4.Zhao, B., et al. (2024). Pathogenic variants in human DNA damage repair genes mostly arose in recent human history. BMC Cancer, 24(1), 415.
5.Sulak, M., et al. (2016). TP53 copy number expansion is associated with the evolution of increased body size and an enhanced DNA damage response in elephants. eLife, 5, e11994.
6.Tollis, M., et al. (2021). Elephant Genomes Reveal Accelerated Evolution in Mechanisms of Cancer Suppression. Molecular Biology and Evolution.
7.Levine, A. J., & Lane, D. P. (2010). The p53 family. Cold Spring Harbor Perspectives in Biology.
8.Khoury, M. P., & Bourdon, J. C. (2011). p53 Isoforms: An Intracellular Microprocessor? Genes & Cancer, 2(4), 453-465.
9.Deng, Q., et al. (2019). Tissue-specific microRNA expression alters cancer susceptibility. PMC6838078.
10.Mahmoud, A. A., et al. (2025). The impact of mutations on TP53 protein and MicroRNA expression in HNSCC. PLoS ONE.
11.Li, X. L., et al. (2014). Mutant p53 exerts oncogenic effects through microRNAs. PMC6314029.
12.Srivastava, S. K., et al. (2015). Modulation of MicroRNAs by Phytochemicals in Cancer. PMC4380282.
13.Sumaira, S., et al. (2024). Plant bioactive compounds driven microRNAs (miRNAs) as anticancer agents. ScienceDirect.
14.Davoodvandi, A., et al. (2021). Effects of therapeutic probiotics on modulation of microRNAs. Cell Communication and Signaling.
15.Xie, S., et al. (2026). Microbial modulators of the epigenome: probiotic regulation of microRNAs in cancer therapy. Nutrition and Cancer.
16.Mukherjee, S., et al. (2024). Insights of probiotics as an alternative medicine for cancer immunotherapy. ScienceDirect.
17.Fromm, B., et al. (2015). A uniform system for the annotation of vertebrate microRNA genes and the evolution of the human microRNAome. Annual Review of Genetics.
18.Staszak, K., & Makałowska, I. (2021). Cancer, retrogenes, and