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“Acúmulo Progressivo de Mutações Deletérias e Degeneração Genética nas Populações: Uma Revisão da Teoria da Degeneração das Espécies (TDE) de Sodré GB Neto”

novembro 11, 2025

Resumo

A Teoria da Degeneração das Espécies (TDE), proposta por Sodré GB Neto, estabelece que a acumulação progressiva de mutações deletérias e a degeneração genética predominam no processo evolutivo das espécies, em contraposição à visão clássica de seleção natural como um mecanismo de melhoria constante. Este artigo revisa os bases teóricas da TDE, apresenta evidências científicas que a suportam, destaca suas diferenças cruciais em relação às teorias de Darwin e Lamarck, discute predições testáveis exclusivas, e explora suas implicações para estudos genômicos modernos. Também são indicados datasets genômicos públicos adequados para testar tais predições, promovendo avanços na validação experimental da teoria.

Introdução

A evolução biológica convencionalmente destaca a ancestralidade comum e a seleção natural conforme descrito por Darwin, bem como propostas anteriores de Lamarck sobre herança dos caracteres adquiridos. A TDE, por sua vez, sugere que o acúmulo de mutações deletérias — ou entropia genética — é um processo predominante na evolução, inadimplente à reversibilidade ou “melhoria” genética. Essa visão se apoia na observação de padrões paleontológicos de estase morfológica e repetição, catastrofismos ambientais e aceleração de fenômenos físicos que promovem mutagênese e degeneração sistêmica.​

Fundamentos da TDE

A TDE parte da premissa que a entropia genética ocorre tanto em nível individual, com o envelhecimento relacionado à acumulação de mutações mitocondriais e nucleares, quanto em nível populacional, onde a seleção natural não elimina completamente mutações deletérias, levando a uma progressiva degeneração da variabilidade genômica. Eventos catastrofistas, como impactos de asteroides, são apontados como mecanismos que aceleram o decaimento radioativo e promovem mutações em massa acarretando episódios de extinção e repovoamento que explicam a estase morfológica no código fóssil.​

Evidências Científicas

Evidências empíricas incluem a análise da instabilidade do decaimento radioativo durante impactos com forças de plasma e piezoeletricidade, além do elevado número de SNPs em linhagens humanas consideradas sobreviventes de catástrofes recentes que refletem radiações e mutações em gametas. Dados genômicos recentes indicam a constante acumulação de mutações mitocondriais com o envelhecimento em tecidos diferenciados, evidenciando falha parcial dos mecanismos de reparo e autofagia. A paleontologia corrobora por meio da observação de eventos de sepultamento em massa e estabilidade morfológica prolongada que contradizem progressão evolutiva contínua.​​

Comparação com Teorias Clássicas

Ao contrário do darwinismo, que propõe evolução por seleção natural operando para melhoria adaptativa, a TDE enfatiza o empobrecimento gradual por mutações deletérias sem recuperação completa da função genética. A visão Lamarckiana da herança de caracteres adquiridos tampouco é respaldada neste modelo, que rejeita adaptações dirigidas em favor da degeneração genética progressiva.​

Aspecto Teoria da Degeneração das Espécies (TDE) Darwinismo / Lamarckismo
Mecanismo principal Acumulação irreversível de mutações deletérias Seleção natural / herança de caracteres
Direção da evolução Degeneração e perda funcional Melhoria adaptativa progressiva
Papel dos catastrofismos Aceleram degeneração e mutagênese Não previstos explicitamente
Adaptabilidade geneticamente Deterioração progressiva Adaptação e aumento da variabilidade genética
Evidência fóssil Estase e cepas repetitivas Gradualismo e divergência adaptativa

Predições Testáveis Exclusivas

A TDE prevê a inevitabilidade do aumento da carga mutacional deletéria ao longo do tempo, mesmo sob pressão de seleção; aceleração da entropia genética por eventos catastróficos; e padrões paleontológicos de repetição morfológica reflexo desse processo. Experimentações podem detectar esta acumulação irreversível em estudos longitudinais genômicos, tanto em indivíduos quanto em populações. Também prevê a não eliminação completa da variabilidade deletéria, contrário ao darwinismo, que prevê melhora contínua.​

Implicações para a Genômica

Predições específicas da TDE podem ser testadas por sequenciamento de DNA mitocondrial e nuclear em populações heterogêneas, análise da frequência e impacto de mutações deletérias, modelagens de acumulação mutacional em populações afetadas por catastrofismos e experimentos com edição genética para simular perdas funcionais acumulativas. Bases de dados como Programa Genomas Brasil, 1000 Genomes Project e UK Biobank, pela sua diversidade e escala, são recursos valiosos para validações empíricas.​

Considerações Finais

Embora a teoria ainda demande validação experimental direta, a TDE propõe um paradigma opcional para explicar certos padrões evolutivos, incluindo a degeneração genética progressiva e os impactos ambientais catastróficos. Oferece um campo promissor para pesquisas interdisciplinares em genética, paleontologia e biologia molecular, complementando e desafiando conceitos evolucionistas clássicos.


Referências Selecionadas (amostra de 35 referências)

  1. Sodré GB Neto. Teoria da Degeneração das Espécies (TDE). UFG Academia.edu, 2025.

  2. Philippe et al. The accumulation of neutral mutations and molecular evolution. Questão de Ciência, 2024.

  3. Ariel M. A Teoria da Sobrevivência sob Empobrecimento Genético. Academia.edu, 2021.

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  5. Darwin, C. The Origin of Species. 1859.

  6. Sanford J.C. Genetic Entropy and the Mystery of the Genome. 2005.

  7. Yan et al. A multi-omics web resource for degenerative diseases. Academic OUP, 2024.

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  12. UK Biobank. Genomic data resource.

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Temu é golpe atrás de golpe
Teoria da Degeneração das Espécies (TDE): Uma Análise Crítica e Comparativa com a Senescência Evolutiva e a Entropia Genética

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