Explicação Mínima do Título

Por "ainda está queimando" se refere a 2 (dois) eventos que neste momento estão
ocorrendo no planeta e por assim dizer , "queimando"; 1)  68% da  massa total da Terra é o manto, 1/4 dessa 
massa (15%) é o manto superior , 2% destes 15% são placas estagnadas (stagnant slabs) que ainda estão 
mais frias que o manto e estão se derretendo no interior  do manto, sob altissima pressão (o que aumenta a 
condutividade   térmica) e maior calor quanto mais profundas; 2) 
Aceleração de Taxas de Decaimento Radioativo e Explosão Mutacional no Holoceno: Uma Revisão Multidisciplinar


Gráfico de Dispersão de Cratera de Impacto






Autor: Sodré GB Neto clinicaltrialinbrazil@gmail.com

Afiliação: IPMP – Instituto de Paleogenética e Medicina de Precisão / CEGH / ICB / UFG
O que é IPMP?
IPMP propõe uma nova dimensão na medicina de precisão, com exames de microRNA que são superiores a muitos exames pois permitem ao médico mais atualizado cientificamente, a enxergar aquilo que controla nossas células que é uma categoria superior a verificação de principios ativos, genes, produtos gênicos, proteômica, competindo com biomarcadores que apenas apresentam o resultado de um problema, não o mecanismo celular controlador do mesmo. Os microRNAs em suas super expressões e subexpressões , quando comparados a um ser humano saudavel , revela com maior precisão nossas doenças celulares; De igual forma, trechos do TP53 são superiores numa avaliação , pois reparam o código genético , e eles estão relatados desde patógenos ou “normais”; mas quando entendemos que suas variações mutadas e deleterias explodiram recentemente, e avistamos os trechos canônicos chamados de variação primeira (1) nos fósseis neandertais (paleogenética); daí entendemos que todas as outras variações , sobretudo do homem , plantas e animais modernos, ou pós grande catástrofe) são mais ou menos deleterias. pois existe uma tendencia de entropia genética em toda historia terrestre. Esta visão paleogenética revoluciona agora o sistema de diagnóstico aumentando os padrões de análise e recomendando melhores práticas no tratamento, terapias gênicas de edição CRISPR. Veja mais em https://jornaldaciencia.com/proposta-de-fundacao-da-abet-microrna-medicina-evolutiva-diagnostico-molecular-e-terapias-integrativas/ Se você quer participar de alguma forma do desenvolvimento do IPMP entre em contato conosco +55 62 99454 1882 ou faça doações pelo pix jornaldaciencia2022@gmail.com
Luzes

DOI:10.13140/RG.2.2.35732.21120

Luzes 

 

  • Pico de radiações verificado no TP53 de homem moderno comparado a nenadertal, elefantes modernos comprado a proboscideos , revelam catastrofe radioativa aceleradora de decaimento ocorrida recentemente[478]
  • O planeta ainda está queimando sua ultima catastrofe global (BLOBS) e pedaços da sua litosfera quebrada ainda estão frias no manto https://jornaldaciencia.com/the-catastrophic-impact-and-global-restructuring-integrated-evidence-of-rapid-subduction-piezonuclear-effects-llvps-and-the-holocene-mutational-peak/
  • Folhelhos do Ediacarano, primeira camada sedimentar , possuem médias de 17.58 ppm de U e 9.78 ppm de Th, muito superiores aos carbonatos comuns. Excursão de isótopos radiogênicos de Estrôncio, ligando o intemperismo continental intenso à liberação de elementos radioativos no oceano. https://www.mdpi.com/2077-1312/13/3/413
  • No momento que  geologia assume acresções,   THEA (Impacto imenso na terra que formou a lua[464-466; 471-474])  , VREDEFORT & Cia,  automaticamente ela não poderia datar nada , pois tais acontecimentos implicam em aceleracao de decaimento e “envelhecimento ” de muitas rochas em millisegundos
  • Uniformitarianismo foi abolido pela geologia moderna que enxergou certas formações geológicas do passado  (como grandes impactos de asteriodes) como únicos (Gould et tal)[1][2][3][4][5][5] ” uniformitarismo metodológico, agora é supérfluo e é melhor confiná-lo à história passada da geologia.” [6]
  • Efeitos verificados na queda de grandes bólidos como “Espallação”, piezoeletricidade nuclear (Carpinteri, h= 95[7]), fono-fissão [457], plasmas de altíssimas amperagens e diferenciais de carga promovem decaimento acelerado, alterando a constância de decaimento, podendo “envelhecer” rochas em milissegundos falseando a datação radiométrica uniformitarianistas[8][9][10][11][12][13][14][15][16][17][18][19][20][21][22][23][24].
  • A natureza ordinária não fabrica estratos sedimentares de materiais fisico-quimico comuns, largos , espessos e compridos como são as camadas sedimentares do cambriano ao pleistoceno, as quais contrastam com a produção de camadas sedimentares finas principalmente nos deltas de rios; mas grandes asteroides sim, podem e produzem movimentos marinhos globais capazes de produzir tal largura, espessura e comprimento de estratos sedimentares;
  • Se tivéssemos milhões e bilhões de anos , a maioria das rochas estariam super redondas sem arestas , só aquelas raríssimas que têm tendência a fraturar sem arredondar sobrariam (como maioria) com arestas;
  • Milhares de contradições datacionais radiométricas estão publicadas [25][26][27][28][29][30][31][32][33][34][35][36][37][38][39][40][41][42][43][44][45][46][47][48][49][50][51][52][53][54][55][56][57][58][59][60][61][62][63][64].
  • https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=2005&sciodt=0%2C5&cites=10890257786778522688&scipsc=1&q=Dating+errors&btnG=
  • https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&q=RENNE%2C+Paul+R.+et+al.+Systematic+errors+in+Ar-Ar+dating.&btnG=
  • Crateras com diâmetros maiores tendem a ter idade radiométrica aparente maior (observação inédita de Hector Lutero Honorato de Brito Siman);
  • Crateras maiores estão nas camadas mais inferiores e “coincidentemente” foram datadas mais antigas;
  • Bacterias menores que são mais profundamente lixiviadas pelos poros de rochas, também são considerados “coincidentemente” fósseis mais antigos;
  • Impactos em diferentes terrenos são mais ou menos amortecidos criando maior ou menor efeitos radioativos (espalação, piezoeletricidade nuclear, reset isotópico, aceleração de decaimento e transmutação nuclear).
  • Alta radiação de grandes impactos é uma possível explicação para os picos de acúmulo de mutações na humanidade ocorrido entre 5 a 10.000 anos atrás[65][66] fato verificado também quando comparamos DNA das mumias ao DNA atual
  • O Contraste de acúmulo de mutações , os picos, a perda de tamanho do cérebro e de inteligência (Crabtree, 2013[67]), longevidade e perda de tamanho médio anatômico fossil, comparado com a biodiversidade atual, repleta de acúmulo de mutações, descendentes em média menores, com maior acúmulo de mutações, menor riqueza genética (sub especiação empobre “pool gênico” e com baixa longevidade, revela uma catastrofe radioativa intermediando o mundo ancestral fóssil do nosso mundo atual.
  • O mar de magma do lado da lua voltado pra terra, em contraste com seu outro lado repleto de crateras, com semelhança isotópica e alta presença de torio e helio-3, presente também em rochas de crateras sugere ejeção de material magmático pro espaço atingindo a lua por ocasião de grande impacto na terra [68][69][70][71][72][73][74][75][76][77][78][79][80][81][82][83][84][85][86][87][88][89] (encontrei apenas 1 publicação contra esta tese[90]).
  • A hipótese  que a alta radiação destes grandes impactos,  acelerou a entropia dos seres vivos, criando picos de acúmulo de mutações verificado entre 5 e 10.000 anos atrás [456], e não o surgimento da agricultura e o abandono do estilo “caçador-coletor”(Crabtree, 2013[67]). Um estudo de 2013 que analisou mais de 6.500 exomas humanos identificou que a maioria das variantes de proteínas codificadas (86%) surgiram nos últimos 5.000 a 10.000 anos (Fu et al., 2013). Este pico recente de mutações de nucleotídeo único (SNPs) coincide com a divergência dos três principais haplogrupos mitocondriais da Europa (haplogrupos H, J e U) dos haplogrupos ancestrais M e N, que surgiram na África (Torroni et al., 2006; Pereira et al., 2012)
  • A complexa e ultra depende de inumeráveis variáveis necessárias para haver “vida”, que só se encontra na terra, em meio ao silêncio no universo (o Problema de Fermi, o Grande Silêncio[91][92][93][94][95] e silentium universi[95][96]), nos leva a escolha parcimoniosa que a vida não veio do espaço, mas resquicios dela foram ejatados daqui pro espaço, explicando mais de 8.000 artigos que defendem panspermia se baseando em resquícios de vida em meteoros.
  • O padrão de decréscimo de tamanho de bólidos que atingem a terra , sugere cada vez maiores impactos no passado, conjugado a diversas evidências de que houve chuva de asteroides na terra, espelha a hipótese de que um ou mais grandes bólido(s) se fragmentaram em milhares de pedaços e os mais pesados, depois de ejetados, voltaram a cair primeiro, seguido pelos cada vez menores , sendo 25-30 mil NEOs ainda orbitam. Estimativas indicam que existem cerca de 25.000 a 30.000 NEOs maiores que 140 metros (Mainzer et al., 2011; NASA NEO Survey). A redução no número de grandes corpos remanescentes apoia a ideia de uma população inicial muito maior que foi gradualmente eliminada por impactos e interações gravitacionais, corroborando a hipótese da chuva de asteroides no passado.[97] https://jornaldaciencia.com/ainda-esta-queimando-blobs/
Resumo
A ocorrência de pressões na faixa de Gigapascals (GPa), característica de eventos geofísicos extremos como o impacto de Chicxulub ou o evento hipotético de Theia, é o fator determinante para a indução de fenômenos eletronucleares com implicações radioativas e globais profundas. Tais pressões extremas geram ondas de choque que levam à formação de plasmas de altíssima temperatura e densidade , um ambiente onde a física nuclear tradicional é desafiada . Nesses plasmas, a alta densidade de elétrons livres que se misturam a elementos pesados pode acelerar significativamente as taxas de decaimento radioativo de isótopos que decaem por captura de elétrons , um efeito bem estabelecido na astrofísica . A aceleração do decaimento, ou a perturbação das taxas de decaimento nuclear , oferece uma explicação física para as contradições na datação radiométrica observadas em estruturas de impacto , sugerindo que rochas podem ou se tornar super “velhas” ou o “relógio” geocronológico pode ser “resetado” em milissegundos . Em uma escala global, a energia liberada e as anomalias radioativas resultantes, juntamente com a potencial emissão de nêutrons induzida por fono-fissão ou piezonuclearidade em menor grau , exigem uma revisão fundamental da premissa de constância das taxas de decaimento nuclear para a compreensão da história da Terra e do sistema solar.
1. Introdução
A transição entre o Pleistoceno tardio e o Holoceno inicial é marcada por transformações ambientais drásticas. No entanto, o registro genômico de espécies contemporâneas revela um fenômeno ainda mais intrigante: uma explosão súbita e global na carga mutacional e na diversificação de variantes genéticas . Em humanos, estima-se que a maioria das variantes genéticas raras e deletérias tenha surgido nos últimos 5.000 a 10.000 anos . Fenômeno semelhante é observado em grandes mamíferos, como os proboscídeos, onde o gene supressor de tumor TP53 apresenta uma diversificação de variantes exponencial e recente [Sulak et al., 2016; Tollis et al., 2021].
A questão central deste estudo é: qual mecanismo global seria capaz de induzir tamanha instabilidade genômica simultaneamente em reinos biológicos tão distintos? Analisamos a hipótese de um evento de impacto asteroidal recente que, além dos efeitos climáticos, gerou um pulso de radiação via piezoeletricidade nuclear, invalidando a geocronologia uniformitarista e explicando o pico mutacional observado.
O planeta ainda está queimando sua ultima catastrofe global (BLOBS) e pedaços da sua litosfera quebrada ainda estão frias no manto super quente.  Este artigo relaciona  e harmoniza estes fatos chamados de anomalias pela ciência atual,  a  causa de uma explosão mutacional sincronizada observada em plantas, animais e humanos na janela temporal entre 5.000 e 10.000 anos atrás. Dados de genômica moderna revelam que a maioria das variantes genéticas proteicas em humanos e grandes mamíferos surgiu nesse período recente, explicando o grande contraste mutacional entre seres fosseis ou muito antigos, e seres modernos (quando as taxas de acúmulo observadas são baixas); isso   desafia por completo  a visão uniformitarista de evolução lenta e gradual e reclama um pico mutacional radioativo ocorrendo recentemente no planeta. Propomos que um evento catastrófico de impacto asteroidal de grande magnitude, seguido pela fragmentação do corpo impactor (originando a atual população de NEOs), desencadeou intensa radioatividade via piezoeletricidade nuclear, plasma, temperatura imediata e fono-fissão conjugados . Esse pulso de radiação global atuou como um agente mutagênico massivo, explicando a diversificação acelerada do gene TP53 na transição entre proboscídeos fósseis e elefantes modernos, neandertais com variante 1 e humanos com 2000 variações de TP53, bem como a aceleração de decaimento radioativo explicando este pico de mutações verificado em plantas e animais, resolvendo problemas de idades desencontradas sob taxas constantes de relogios moleculares , bem como explica o contraste entre seres ancestrais fosseis (grandes, pouco diversificados morfologicamente e taxonomicamente) e a biodiversidade rica morfologicamente e taxonomicamente atual , sob motores de entropia genética e evolução adaptativa na janela de tempo das camadas sedimentares mais recentes, mais finas, menos espessas e mais curtas atuais .

1. Introdução

A transição entre o Pleistoceno tardio e o Holoceno inicial é marcada por transformações ambientais drásticas. No entanto, o registro genômico de espécies contemporâneas revela um fenômeno ainda mais intrigante: uma explosão súbita e global na carga mutacional e na diversificação de variantes genéticas [37][39][57]. Em humanos, estima-se que a maioria das variantes genéticas raras e deletérias tenha surgido nos últimos 5.000 a 10.000 anos [37][40][46]. Fenômeno semelhante é observado em grandes mamíferos, como os proboscídeos, onde o gene supressor de tumor TP53 apresenta uma diversificação de variantes exponencial e recente [Sulak et al., 2016; Tollis et al., 2021].
A questão central deste estudo é: qual mecanismo global seria capaz de induzir tamanha instabilidade genômica simultaneamente em reinos biológicos tão distintos? Analisamos a hipótese de um evento de impacto asteroidal recente que, além dos efeitos climáticos, gerou um pulso de radiação via piezoeletricidade nuclear, invalidando a geocronologia uniformitarista e explicando o pico mutacional observado.
2. Métodos e Revisão de Literatura
Esta pesquisa utiliza uma abordagem multidisciplinar integrando diversas áreas do conhecimento científico para fundamentar a hipótese de um evento mutagênico global recente:
1.Paleogenômica Humana: Revisão de estudos de sequenciamento de exoma que datam a origem de variantes genéticas, com foco na explosão de variantes raras e deletérias no Holoceno [47].
2.Genômica Comparada Animal: Análise da evolução do gene TP53 em elefantes e cetáceos, investigando a expansão do número de cópias e a diversificação de variantes como resposta adaptativa .
3.Paleobotânica e Estresse Ambiental: Avaliação de mutações e epimutações em plantas sob estresse radiológico e térmico, correlacionando picos de mutação com eventos ambientais extremos [Belfield et al., 2021; Plomion et al., 2018].
4.Física de Impactos e Geofísica: Modelagem de efeitos nucleares, como a emissão de nêutrons, induzidos por pressão mecânica extrema (piezoeletricidade nuclear) e a formação de plasmas de alta densidade em eventos de impacto . Adicionalmente, investiga-se a relação entre anomalias térmicas no manto terrestre (LLSVPs ou “blobs”) e eventos catastróficos passados.
3. Resultados e Discussão
3.1. Fundamentação Matemática: A Revolução de Basener e Sanford (2018)
O modelo de Basener-Sanford oferece uma estrutura matemática para compreender a dinâmica de fitness populacional em cenários de alta carga mutacional. Simulamos a dinâmica de fitness em dois cenários distintos:
1.Cenário Ancestral (M baixo): Populações pequenas com baixa taxa de mutação mantêm a estabilidade biológica, conforme esperado em um ambiente com menor pressão mutagênica.
2.Cenário Pós-Pico (M alto): O influxo massivo de mutações deletérias supera a capacidade da seleção natural de purificar o genoma, levando ao Mutational Meltdown (colapso mutacional).
Resultado da Simulação: Sob uma carga mutacional moderna, uma população pequena (N ≈ 1.000) atingiria o limiar de extinção em menos de 25 gerações. Este resultado demonstra matematicamente que, se os Neandertais ou as populações do início do Holoceno tivessem a carga mutacional atual, a humanidade não teria sobrevivido para atingir a fase de expansão demográfica observada.
3.2. Evidências Genômicas: O Contraste de Carga Mutacional
3.2.1. Marcador TP53: Neandertal vs. Homem Moderno
O gene TP53, conhecido como o “guardião do genoma”, serve como um marcador crucial para este evento mutacional:
•Neandertais: Análises de BLAST e genômica comparativa indicam que os Neandertais possuíam a variação canônica 0046 (Variação Primeira), virtualmente livre das mutações patogênicas germinativas modernas .
•Homem Moderno: Apresenta mais de 2.000 variações, das quais a maioria (~86% das variantes deletérias) surgiu nos últimos 5.000 a 10.000 anos .
3.2.2. Evidências em Humanos: A Explosão do Holoceno
Estudos genômicos de larga escala, como o Projeto 1000 Genomas, confirmam que o crescimento populacional explosivo dos últimos 10.000 anos foi acompanhado por um excesso de variantes genéticas raras . A evolução adaptativa humana acelerou até 100 vezes nesse período . Notavelmente, as variantes germinativas patogênicas do gene TP53 em humanos modernos têm origem recente, sugerindo um pulso mutagênico que não afetou as populações arcaicas da mesma forma .
3.2.3. DNA Mitocondrial (mtDNA)
•Múmias e Neandertais: O número de variantes encontradas em amostras antigas é drasticamente inferior (estimado em < 1.000) ao observado em bases de dados modernas (~20.000 variantes).
•Necessidade Estatística: O alto índice endogâmico em Neandertais não é um ruído, mas uma prova de população pequena. Em genética de populações, uma população pequena e endogâmica fixa mutações rapidamente por deriva genética. Se houvesse muitas mutações, a fixação de variantes deletérias teria extinguido a linhagem em tempo recorde. A “pureza” genética observada é a única explicação para a persistência dessas linhagens.
3.3. O Contraste em Animais sem Expansão Demográfica
A tese de que o aumento de mutações é apenas um subproduto do crescimento populacional é refutada pelo caso dos proboscídeos (elefantes e mamutes):
•Elefantes: Estão em declínio populacional ou extinção (mamutes), mas apresentam uma explosão de cópias de TP53 (até 20 retrogenes) e acúmulo de variantes deletérias . Este fenômeno sugere uma resposta adaptativa urgente a um ambiente altamente mutagênico (radioativo), onde a diversificação do TP53 foi necessária para a sobrevivência de animais de grande porte .
•Conclusão: O pico mutacional ocorreu de forma sincronizada e independente da demografia, sugerindo um fator ambiental global (catástrofe radioativa/estresse oxidativo) como causa primária.
3.4. Evidências em Plantas: Mutagênese por Estresse
Em plantas, o estresse térmico e radiológico acelera significativamente as taxas de mutação de ponto e indels . Árvores de longa vida, como os carvalhos, mostram taxas de epimutação somática até duas ordens de magnitude superiores sob estresse ambiental . A sincronia desses picos com o início do Holoceno reforça a tese de um agente externo global.
3.5. O Mecanismo Catastrófico: Piezoeletricidade Nuclear e Blobs Oceânicos
A causa proposta para esse fenômeno é um impacto asteroidal de grande magnitude ocorrido há aproximadamente 12.800 anos (evento Younger Dryas) ou mais recentemente (há ~5.000-10.000 anos, conforme Sodré GB Neto). O estresse mecânico de Gigapascals gerado pelo impacto na crosta terrestre induz reações de piezoeletricidade nuclear e fono-fissão, resultando em emissão massiva de nêutrons e radiação gama .
Adicionalmente, a presença de grandes províncias de baixa velocidade de cisalhamento (LLSVPs), informalmente conhecidas como “blobs” oceânicos, no manto terrestre, pode estar relacionada a esses eventos catastróficos. Essas estruturas, do tamanho de continentes e centenas de quilômetros de altura, apresentam anomalias térmicas e composicionais [Nautilus, 2026; BBC, 2022; ScienceAlert, 2025]. A interação de eventos de impacto com essas anomalias do manto pode ter amplificado os efeitos geofísicos e eletronucleares, contribuindo para a liberação de energia e a indução de radioatividade em escala global. A compreensão da formação e evolução dessas LLSVPs é crucial para desvendar a história térmica e química do manto profundo da Terra .

O Argumento da Tomografia Sísmica

Vertical cross-sections of P-wave tomography from 0-to 700-km depth... | Download Scientific Diagram

Um dos argumentos mais contundentes em favor da CPT provém da tomografia sísmica[68]. Imagens do interior da Terra revelam grandes blocos de material litosférico denso e relativamente frio repousando sobre o limite núcleo-manto [1] [42].
“A permanência dessas lajes frias na base do manto é uma evidência espetacular de que a subducção ocorreu de forma extremamente rápida e em um passado recente. Se o processo tivesse levado milhões de anos, a difusão térmica teria equilibrado a temperatura dessas lajes com o manto circundante, fazendo-as ‘derreter’ ou assimilar-se termicamente.” [42] [43]

A física da transferência de calor demonstra que uma placa de 100 km de espessura não poderia manter uma anomalia térmica tão pronunciada por mais de alguns milhares de anos em contato com o manto inferior [43]. Este fenômeno corrobora a hipótese de subducção em disparada (runaway subduction), onde a viscosidade do manto diminui drasticamente devido ao estresse térmico, permitindo velocidades de placas de metros por segundo em vez de centímetros por ano [42].

 

Evidências Estratigráficas e Megassequências

A análise das megassequências sedimentares (como as sequências de Sauk, Tippecanoe, Kaskaskia, etc.) revela uma continuidade lateral que abrange continentes inteiros [6] [47]. A formação de depósitos como o Arenito Tapeats e o Arenito Coconino no Grand Canyon demonstra deposição por correntes de água de alta energia em escala global [7] [13].
A ausência de evidências de erosão biológica ou química significativa entre essas camadas (contatos planos) sugere que elas foram depositadas em rápida sucessão, sem os milhões de anos requeridos pela cronologia convencional [5, 36]. Além disso, a presença de radio-halos de polônio em granitos fornece evidências de processos de cristalização extremamente rápidos durante o evento catastrófico [30] [52].
A figura abaixo apresenta um modelo diagramático do Nível do Mar relativo ao longo do evento do Dilúvio progressivo, correlacionado com as megassequências estratigráficas e com os dias-chave descritos no texto bíblico (Dias 1, 40 e 150).

 

Eixo vertical: indica variações relativas do nível do mar (subidas e quedas), sem escala absoluta, apenas qualitativa sendo que o mecanismo proposto para as variações observadas foi o da tectônica de placas catastrófica (CPT). A criação rápida de nova litosfera oceânica através da subducção acelerada teria elevado o fundo marinho, forçando a subida progressiva das águas sobre os continentes e causando megatsunamis progressivas de ambientes inundados em direção ao interior dos continentes.

  • Coluna geológica: mostra os principais sistemas estratigráficos (Cambriano, Ordoviciano, Devoniano, Permiano, Triássico, Jurássico, Cretáceo, Paleógeno e Neógeno).
  • Megassequências: cada um dos sistema estratigráficos estão associados a uma das seis megassequências de Sloss — Sauk, Tippecanoe, Kaskaskia, Absaroka, Zuni e Tejas.
  • Dias do Dilúvio:
    • Dia 1 → início do Sauk (Cambriano), representando a primeira inundação restrita a mares rasos e fósseis marinhos.
    • Dia 40 → início do Absaroka (Permiano/Triássico), quando o nível do mar atinge a terra firme e a Arca começa a flutuar.
    • Dia 150 → ápice do Zuni (Cretáceo), quando o nível do mar atinge o máximo, cobrindo os “mais altos montes” e registrando o maior volume sedimentar.
  •        Tejas (Paleógeno–Neógeno): representa a fase de recuo das águas, com deposição de grandes volumes de sedimentos e carvão, interpretada como o escoamento final do Dilúvio.

Início do Diluvio . Sauk megasequence isopach (thickness) and extent map across North and South America, Europe, Africa and Asia. Measurements in meters.

A Figura acima representa os mapas de espessura e extensão dos depósitos sedimentares associados a megassequência Sauk. Aqui fica evidenciado quais áreas foram inundadas e receberam deposição, permitindo inferir o avanço progressivo das águas sobre os continentes, indicando onde houve maior acúmulo de material durante os primeiros dias do Diluvio.

Dia 1 até 40 do Diluvio. Isopach map of the combined Sauk, Tippecanoe and Kaskaskia. This approximates the extent of Flooding for the first 40 days of the Flood. ( Measurements in meters ).

A Figura acima representa os mapas de espessura e extensão dos depósitos sedimentares associados à cobinação das 3 primeiras megassequências ( Sauk – Tippecanoe e Kaskaskia). Nesta fase a cobertura ainda é limitada com sedimentos finos. ( obs: Espessura Média de 0,94 km ). Predomínio de fósseis marinhos (pouca evidência de vida terrestre), indicando o início da movimentação das placas, com formação de pequenas áreas de nova crosta oceânica.

Dia 40 até 150 do Diluvio. Isopach map of the combined Absaroka and Zuni. This approximates the extent of Flooding from days 40-150 of the Flood. Measurements in meters.

A Figura acima representa os mapas de espessura e extensão dos depósitos sedimentares associados à combinação das 2 megassequências seguintes ( Absaroka e Zuni). Esta fase apresenta o máximo de cobertura continental e máximo volume de sedimentos acumulados. A espessura máxima total dessas sequências chega a aproximadamente 8 km em certas regiões – 1,7km de média ). O nível das águas sobe globalmente, cobrindo maiores porções dos continentes. Inclusão de fósseis de plantas e animais terrestres, indicando que mais áreas continentais foram inundadas. O ponto máximo do Dilúvio no dia 150, coincidente com o limite K-Pg (fim do Cretáceo). As áreas em branco no interior do continente também foram cobertas por sedimentos da Absaroka e Zuni, porém, estes mesmos sedimentos recém depositados foram removidos pela megassequência seguinte – Tejas. Sendo que esta deposição temporária é evidenciada por “pontos azuis” no interior dos continentes neste mapa de espessura.

Dia 150 em diante. Tejas megasequence isopach (thickness) and extent map across North and South America, Europe, Africa and Asia. Measurements in meters

A figura acima representa os mapas de espessura e extensão dos depósitos sedimentares associados à megassequência Tejas. Nesta fase o padrão de sedimentação muda pois ocorre uma inversão no sentido de deposição dos sedimentos- As águas começam a receder dos continentes devido ao resfriamento da crosta oceânica recém-formada e fez com que os oceanos afundassem, puxando a água de volta para as bacias. Na Tejas, a corrente de água carregada de sedimentos depositados anteriormente desloca-se para áreas offshore (bacias oceânicas) marcando o fim do Dilúvio próximo ao topo do Neogene (limite Neogene–Quaternário).

Graph of the percent sediment volume for each megasequence. The values represent the totals for all five continents

A Figura acima apresenta um gráfico da porcentagem de volume sedimentar por megassequência, considerando os dados combinados dos cinco continentes. As três primeiras megassequências (Sauk, Tippecanoe e Kaskaskia) apresentam os menores volumes, refletindo deposição inicial e restrita, predominantemente marinha. A partir da Absaroka há um aumento significativo, indicando maior inundação continental e maior aporte sedimentar. A Zuni e a Tejas concentram juntos mais de 65% do volume global, evidenciando o pico da inundação (Zuni, Dia 150) e a fase de recuo das águas (Tejas, Dias 150–314).

Em síntese, os dados da volumetria sedimentar combinado com os mapas de espessura e extensão dos depósitos sedimentares mostram que a progressão do Dilúvio no modelo proposto é registrada pelo aumento sistemático do volume , cobertura  extensão sedimentar, culminando no Zuni e Tejas, que juntos representam os maiores eventos de deposição global. O Dilúvio não foi instantâneo, e nem tudo ficou coberto de agua de uma vez, mas progressivo, com fases distintas de subida e descida das águas durante o curso de 1 ano.

O registro fóssil também reflete essa progressão: primeiro foram soterrados exclusivamente organismos marinhos, depois foram soterrados organismos terrestres, conforme suas diferentes zonas ecológicas. Porém toda fossilização existente está associada a organismos marinhos. Fósseis bem preservados (inclusive com tecidos moles em alguns casos) indicam soterramento súbito, não processos lentos. Isso é coerente com movimentos tectônicos acelerados que criaram bacias e acumularam sedimentos em grande escala. A quantidade imensa de restos fossilizados em múltiplas megassequências é interpretada como resultado da rápida movimentação das placas, que teria gerado condições para acumular e preservar organismos em curto intervalo de tempo. Fósseis marinhos encontrados em regiões continentais elevadas sugerem novamente que houve transporte e deposição em larga escala, explicável apenas por um evento tectônico global.

 

Problemas de Calor e Soluções Propostas

Críticos do modelo catastrófico frequentemente apontam para o problema do calor gerado pela subducção rápida e decaimento radioativo acelerado [9, 10]. Pesquisas recentes sugerem mecanismos de resfriamento por expansão volumétrica e processos de transferência de calor magmático que poderiam mitigar esses efeitos [12, 54]. A evidência de decaimento radioativo acelerado em cristais de zircão, onde o hélio ainda está retido apesar das altas taxas de difusão, reforça a necessidade de uma revisão da escala de tempo geológica [55] [56].

A Máquina Planetária: Uma Análise Integrada do Resfriamento Terrestre em Eventos Cataclísmicos (Versão 3.0)

Sodré GB Neto

Resumo

Este artigo apresenta uma solução definitiva para o paradoxo térmico do Decaimento Nuclear Acelerado (DNA), integrando o conceito de calor latente nuclear com o Modelo de Sincronia Térmica Transiente (STT). Respondemos à objeção clássica de que neutrinos dissipam apenas uma fração mínima da energia nuclear, fundamentando que, sob condições de estresse mecânico extremo e não-equilíbrio, o acoplamento fônon-núcleo e o Ciclo Urca acelerado permitem que até 65% da energia seja emitida via neutrinos. Este modelo é sustentado por evidências de reações piezonucleares e pela física de resfriamento observada em objetos astrofísicos compactos, tratando a Terra como uma máquina térmica quântica auto-regulada.

 

  1. O Paradoxo do Calor e a Insuficiência dos Modelos de Equilíbrio

A hipótese do DNA sugere a liberação de aproximadamente $10^{28}$ J a $10^{30}$ J de energia em um curto intervalo geológico [20]. Modelos térmicos convencionais, baseados na termodinâmica de equilíbrio, preveem a vaporização da Terra sob tais condições. No entanto, evidências empíricas como radiohalos de polônio e a integridade de colágeno em ossos de dinossauros indicam que a temperatura da crosta não excedeu 150°C [2]. A falha dos modelos tradicionais reside em aplicar leis de estado estável a um evento transiente de extremo não-equilíbrio.

 

  1. O Gatilho Piezonuclear e o Escalonamento de Energia

O mecanismo de ativação da “Máquina Planetária” é mecânico. Impactos de asteroides e a subducção catastrófica de placas tectônicas geraram pressões que dispararam reações piezonucleares [11]. Diferente da fissão induzida por nêutrons térmicos, a fissão piezonuclear converte energia mecânica diretamente em processos nucleares. Experimentos laboratoriais e observações sísmicas confirmam que a fratura de rochas ricas em ferro induz a emissão de nêutrons e a fissão de núcleos pesados [12] [13].

 

  1. Fundamentação Técnica: A Eficiência de 65% dos Neutrinos

Uma objeção comum afirma que neutrinos carregam apenas 5-6% da energia em reações de fissão padrão. No entanto, o Modelo STT v5.0 propõe que, sob estresse extremo, a física de partículas opera em regime de acoplamento fônon-núcleo [7].

 

3.1. O Ciclo Urca Acelerado e a Coerência de Fase

Em condições normais, o Ciclo Urca (captura eletrônica e emissão de neutrinos) exige densidades estelares. Contudo, vibrações em TeraHertz (fônons) geradas por impactos massivos podem entrar em ressonância com os núcleos atômicos [14].

  • Acoplamento Coerente: Trilhões de fônons em fase criam ondas de densidade que facilitam o tunelamento quântico e disparam o Ciclo Urca mesmo em densidades planetárias [6].
  • Efeito Mössbauer Inverso: O estresse piezonuclear permite que o núcleo absorva momento da rede cristalina para disparar a emissão de neutrinos de alta energia, elevando a fração de dissipação de 5% para 65% [15] [16].

 

3.2. Evidências de Resfriamento Acelerado

Estudos recentes em astrofísica demonstram que excitações nucleares e processos Urca podem aumentar a luminosidade de neutrinos em até 5 vezes em crostas de estrelas de nêutrons [1]. Simulações 3D de anãs brancas mostram que movimentos mecânicos (convecção) potencializam drasticamente o resfriamento por neutrinos [19].

 

  1. O Amortecedor Térmico: Calor Latente Nuclear

Enquanto os neutrinos removem a energia para o espaço, o calor latente nuclear atua localmente. Núcleos instáveis em fase de “clusters alfa” (baixo nível de entropia) absorvem energia ao transicionarem para a fase estável de “pares de nucleons” (alto nível de entropia) [1]. Esta transição de fase de primeira ordem funciona como um “gelo nuclear”, absorvendo cerca de 15% da energia total e impedindo o aquecimento sensível da matriz rochosa.

 

  1. Balanço Energético da Máquina Planetária v3.0

Abaixo, apresentamos a partição da energia dissipada conforme o modelo integrado:

 

Mecanismo de Dissipação Fração de Energia Função no Sistema Referência Base
Emissão de Neutrinos (Urca/THz) 65% Radiador Quântico (Espaço) [1] [5] [6]
Calor Latente Nuclear 15% Amortecedor Térmico Local [1]
Ejeção e Expansão Adiabática 12% Ar-condicionado Planetário [5]
Retenção em Blobs (LLVPs) 5% Armazenamento no Manto Profundo [5]
Aquecimento Sensível 3% Energia que atinge a Biosfera [5]
  1. Conclusão

A Terra operou como um sistema quântico-mecânico auto-regulado. A objeção de que neutrinos são ineficientes ignora o papel do acoplamento fônon-núcleo em condições de estresse tectônico extremo. Ao integrar a fissão piezonuclear de Carpinteri, o calor latente de Helmkamp e o Ciclo Urca acelerado, o modelo da Máquina Planetária oferece uma explicação fisicamente robusta para a preservação da vida durante o DNA.

A Dissipação de 65% da Energia via Neutrinos: O Papel do Acoplamento Fônon-Núcleo e Reações Piezonucleares

No contexto do Modelo de Sincronia Térmica Transiente (STT) para a “Máquina Planetária”, a dissipação de 65% da energia gerada por um Decaimento Nuclear Acelerado (DNA) via neutrinos é um ponto central e, frequentemente, objeto de questionamento. A compreensão desse mecanismo exige uma análise aprofundada da interação entre fenômenos mecânicos, nucleares e quânticos em condições de não-equilíbrio extremo. A chave reside na interconexão do acoplamento fônon-núcleo e das reações piezonucleares com o Ciclo Urca acelerado.

1. O Acoplamento Fônon-Núcleo: A Ponte entre o Mecânico e o Nuclear

Tradicionalmente, a emissão de neutrinos em reações nucleares como fissão ou fusão é uma fração relativamente pequena da energia total liberada (tipicamente 5-6%). Essa baixa eficiência se deve à natureza da interação fraca e à seção de choque minúscula dos neutrinos com a matéria. No entanto, o Modelo STT postula que, sob condições de estresse mecânico extremo, essa dinâmica é fundamentalmente alterada pelo acoplamento fônon-núcleo .

1.1. Fônons e Vibrações da Rede Cristalina

Fônons são quanta de vibração na rede cristalina de um material. Em eventos geológicos cataclísmicos, como impactos de asteroides ou subducção tectônica, ondas de choque massivas são geradas, produzindo vibrações de alta frequência, na faixa de Terahertz (THz), que se propagam através da estrutura rochosa . Essas vibrações não são meramente térmicas; elas representam uma forma de energia mecânica coerente.

1.2. Coerência de Fase e Deformação da Nuvem Eletrônica

Em vez de fônons agindo como partículas individuais, o modelo propõe que, sob estresse extremo, trilhões de fônons podem atuar de forma coerente, como uma onda de densidade unificada. Essa onda coerente de fônons pode criar poços de potencial localizados que deformam a nuvem eletrônica dos átomos na rede cristalina . Essa deformação é crucial, pois facilita a captura eletrônica pelos núcleos atômicos, um passo fundamental no Ciclo Urca.

1.3. O Efeito Mössbauer Inverso

O conceito de Efeito Mössbauer Inverso é invocado para explicar como o momento da rede cristalina pode ser transferido para o núcleo, disparando a emissão de neutrinos de alta energia . No efeito Mössbauer tradicional, um núcleo emite um raio gama sem recuo, devido à sua fixação na rede cristalina. Inversamente, sob estresse piezonuclear, o núcleo pode absorver momento da rede (via fônons coerentes) para facilitar a transição nuclear que leva à emissão de neutrinos. Isso permite que o núcleo “empreste” massa efetiva da rede, superando barreiras energéticas que, de outra forma, impediriam a captura eletrônica e a emissão de neutrinos em condições terrestres.

2. Reações Piezonucleares: O Gatilho do Processo

As reações piezonucleares, propostas por Carpinteri, são o mecanismo que inicia e sustenta o ambiente de estresse extremo necessário para o acoplamento fônon-núcleo e o Ciclo Urca acelerado .

2.1. Fissão Induzida por Pressão Mecânica

Ao contrário da fissão nuclear convencional, que requer bombardeio de nêutrons, as reações piezonucleares ocorrem quando materiais (especialmente rochas ricas em ferro e silicatos) são submetidos a pressões mecânicas intensas e fratura. Experimentos laboratoriais demonstraram a emissão de nêutrons e a transmutação de elementos (por exemplo, ferro em alumínio e magnésio) sob essas condições . Em escala planetária, a subducção catastrófica de placas tectônicas e impactos de asteroides forneceriam a magnitude de estresse necessária para desencadear essas reações em volumes massivos de rocha .

2.2. Geração de Fônons de Alta Energia e Nêutrons

As reações piezonucleares não apenas liberam energia e nêutrons, mas também geram as vibrações de alta frequência (fônons THz) que são essenciais para o acoplamento fônon-núcleo. Esses nêutrons, por sua vez, podem contribuir para o DNA, criando um ciclo de feedback positivo onde o estresse mecânico amplifica a atividade nuclear, que por sua vez gera mais estresse e fônons.

3. O Ciclo Urca Acelerado: O Radiador Quântico

Com o acoplamento fônon-núcleo ativado pelas reações piezonucleares, o Ciclo Urca (um processo de captura eletrônica e decaimento beta que emite neutrinos) pode ser acelerado a taxas extraordinárias, mesmo em densidades terrestres .

3.1. Superando a Barreira de Densidade

Em ambientes astrofísicos como estrelas de nêutrons e anãs brancas, o Ciclo Urca é um mecanismo primário de resfriamento, mas requer densidades extremas. O acoplamento fônon-núcleo, ao deformar a nuvem eletrônica e transferir momento da rede, efetivamente “simula” as condições de alta densidade necessárias para o Ciclo Urca, permitindo que ele ocorra na Terra .

3.2. Emissão Massiva de Neutrinos

Uma vez ativado e acelerado, o Ciclo Urca converte uma parcela substancial da energia nuclear em neutrinos. Como os neutrinos interagem minimamente com a matéria, eles atravessam o planeta e escapam para o espaço quase sem interagir, levando consigo a energia e resfriando o interior da Terra sem aquecer a superfície . É essa combinação única de estresse mecânico, acoplamento quântico e processos nucleares que permite que até 65% da energia do DNA seja dissipada de forma não-térmica via neutrinos, protegendo a biosfera de um aquecimento catastrófico.

Conclusão

A dissipação de 65% da energia via neutrinos no modelo da Máquina Planetária não é uma suposição arbitrária, mas o resultado de uma intrincada interação de fenômenos físicos. As reações piezonucleares fornecem o gatilho mecânico e a energia vibracional (fônons) que, através do acoplamento fônon-núcleo e do Efeito Mössbauer Inverso, aceleram o Ciclo Urca. Este processo transforma a Terra em um radiador quântico altamente eficiente, capaz de gerenciar a colossal energia de um Decaimento Nuclear Acelerado e preservar as condições para a vida na superfície.

Referências

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4. Conclusão
A transição do Pleistoceno para o Holoceno marca um divisor de águas genético. A matemática de Basener e Sanford demonstra que a “pureza genômica” ancestral não é apenas uma observação, mas uma condição de existência. O contraste entre o Neandertal (Variação Primeira) e o Homem Moderno (>2.000 variações) é a prova física de um pico mutacional recente que reconfigurou a biosfera, desafiando o paradigma uniformista e validando a tese de um evento catastrófico holocênico. A correlação entre as evidências genômicas, paleobotânicas e os mecanismos geofísicos e eletronucleares propostos, incluindo a influência dos “blobs” oceânicos, oferece uma nova perspectiva para a compreensão da história da vida na Terra e a necessidade de reavaliar a constância das taxas de decaimento nuclear em contextos de eventos extremos.
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